terça-feira, 29 de julho de 2008

Previsão de caça-níqueis

Neil Gaiman vai escrever nova história do Batman.

Pra quem não sabe, Gaiman já escreveu pelo menos uma HQ do morcego. Era uma hq preto e branco bem curtinha, na qual se fazia um exercício metalinguístico de humor obscuro e inteligente. Uma paródia-que -não-era-pastelão, desenhada pelo superlativo Simon Bisley.

O título da nova, "Whatever Happened to the Caped Crusader?", dá impressão que algo assim possa vir a ser feito.

O problema é:

Dá pra esperar coisa boa com esse título?

Dá pra esperar coisa boa de um desenhista-mesmice como Andy Kubert -- e principalmente levando em conta que ele foi parceiro de Gaiman na série "Marvel 1602", que foi um caça-níqueis indisfarçável feito para bancar a ação judicial contra o fétido Todd McFarlaine? (que processo o Gaiman quer custear agora?...)

Dá pra esperar boa coisa de alguém que, ainda que tenha sido um escritor fantástico, nunca foi lá muito bom com Super-heróis?

Dá pra esperar boa coisa de alguém que FOI um escritor fantástico e anda visivelmente acomodado há anos? (vide F. Miller)

E, principalmente: dá pra esperar coisa boa quando uma junção de tudo isso que é anunciada até na página do yahoo com essa antecedência e na esteira do sucessão de um filme?


Não vou comprar, não.


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segunda-feira, 28 de julho de 2008

domingo, 27 de julho de 2008

A síndrome do “É nóis!”

Ou The É nóis! delusion
Abaixo segue uma versão adaptada de um comentário enorme que mandei em 4 partes para uma discussão no blog do Nassif. Não sei se vão publicar, mas achei legal colocá-lo aqui.
O post que gerou a discussão falava a respeito da reação humilhante de Diogo Mainardi diante do medo de ser enquadrado pela PF em sua ligação com Daniel Dantas. Mas não é isso que discuto aqui (embora isso valhesse uma postagem deliciada de minha parte). O que discuto é a seguinte afirmação, feita entre os comentários do post original, e que recebeu apoio de vários outros comentaristas:
“Se não existisse a internet eles teriam derrubado o governo Lula”
Apenas um comentarista habituê se dedicou a comentar o absurdo da frase. Ele, que atende pelo níqueneime de “Anaquista”, é alguém com quem raramente concordo (ainda que eu participe pouco do blog lá e nunca tenha com ele discutido), que volta e meia faz comentários anti-Lula e que possui um estilo “polemista” que acho um tanto irritante. Mas concordei plenamente com ele nesse caso, e resolvi declarar isso e explicar porquê. O texto vai aí abaixo.
Falar, como alguns colegas internautas, que Lula não caiu por causa da Internet, soa pra mim tão reducionista e irreal como se dissessem que "os caras-pintadas derrubaram Collor".
Embora possa não parecer a alguns, acredito que a discussão a esse respeito seja crucial.

Há que se dizer em primeiro lugar que, certamente, a Internet teve sim o seu papel, importante e sobretudo novo. Mas não acho que tenha exercido, por exemplo, uma "conscientização" de um público mais largo. E duvido também que haja um número mínimo de anti-lulas "genéticos" ou algum fã de Mainardi que tenha mudado sua opinião lendo a "imprensa livre" da internet.
Acredito que a internet teve seu papel, sim, na retroalimentação de informações críticas e na consolidação e comunicação de opiniões e de fontes diferentes. Isso se deu a partir de pessoas com senso crítico que desconfiam da "Grande" imprensa, mas é claro que também incluiu apoiadores pouco críticos de Lula e do PT.
De qualquer forma, isso ajudou a formar um "coro dos desconfiados" trocando informações e fazendo pressão, o que seria praticamente impossível há apenas uns 10 anos.
Mas é gritante para mim que atribuir à internet o "salvamento" do governo Lula de uma queda injusta é, na melhor das hipóteses, um exagero do calor do momento diante dos teclados. Na pior, é sinal de uma preocupante falta de autoconsciência e um desconhecimento grave do que é este país, do tamanho dele e de qual a realidade de sua população e de seus políticos.
Embora a internet possa parecer vasta e sem fronteiras, na verdade nós, seus usuários, ainda fazemos parte de uma contingente pequeno: a elite dos que têm acesso, meios e capital intelectual para a manipulação de informações.
Essa constatação parece elitista? Não é. É apenas factual. O que é elitista é querer atribuir a esse punhado estatístico de gente a estabilidade do governo de um país surrealmente vasto e de mais de 180 milhões de habitantes; pois reduz bruscamente a importância do posicionamento dos milhões e milhões de pessoas para quem o acesso à Internet não chega a ser nem mesmo um objetivo relevante, dada a lista imensa de coisas mais necessárias que ainda estão por receber.
Mas há aí na “impressão da Internet salvadora” um segundo erro, muito importante. Que é este: Lula nunca esteve perto de cair. Nós (a “information society”, se me permitirem a piada) só chegamos a acreditar nisso por causa da imprensa.
Eu percebi isso após a reeleição. Com o trabalho fantástico de anti-jornalismo que a imprensa estava fazendo (talvez só visto anteriormente nas eleições de 89), eu estava realmente preocupado com o retorno de um PSDBFL triunfante, ungido pela desmemória brasileira à condição de “Partido de Todos os Santos” (como já desenhou o genial Angeli).
Bem, aquela frase de que “o país votou contra a opinião pública” resume bem a coisa: o que tendemos a chamar de opinião pública -- leia-se: o que é publicado pela imprensa -- não é representativo da maioria da população do país.
Nessa ocasião se revelou pra mim a armadilha a qual nós, consumidores/produtores de informação, estamos inconscientemente submetidos: pautar-nos excessivamente pelas informações mediadas pela imprensa, e termos a impressão errada de que o que é falado e pensado para “nós” o seja para todo o Brasil. Ou seja: de esquecermos de que AINDA somos uma elitizinha minúscula num país vasto.
Eu acho que ter consciência disso tudo é importante pelo fato de que sempre há uma tendência velada a nos vermos como “a consciência” ou “a esperança” do país; e essa tendência, quando inconsciente e pouco refletida, é um flanco aberto através do qual os “formadores de opinião” menos escrupulosos – de quaisquer espectros políticos-- procuram nos seduzir. É uma estratégia que tem considerável sucesso, pois se baseia na sempre confiável massagem do ego alheio.
O sucesso descomunal da retórica neocon e de figuras como Mainardi e Azevedo têm entre suas bases a possibilidade de dar vazão a sentimentos de raiva e frustração disfarçados de “inteligência” e “consciência”. O que mais significa o horroroso “indispensável para o país que queremos ser” da Veja, senão um apelo a essa auto-complacência de uma classe-média indignada e frustrada querendo se ver como elite-esperança-da-nação?
O meu ponto é: sem auto-crítica, não existe possibilidade crítica real.Vamos tomar cuidado de não nos deslumbrarmos excessivamente com as possibilidades da Internet a ponto de confundi-las com a realidade.

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sexta-feira, 25 de julho de 2008

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Falha de São Paulo

Já há muito que o jornal que mais leio, a Folha de São Paulo, é constante fonte de decepção. Do primeiro caderno à ilustrada, me choco com a falta de profundidade, com a parcialidade, com o descaso com o direito doleitor a uma informação decente.

O texto para o Ombudsman escrito por Idelber Avelar, do Biscoito Fino e a Massa, expressa muito bem muito dessa minha indignação para com o jornal.

Reproduzo abaixo o início do texto. Os destaques são meus:


Cópia de um email ao ombudsman da Folha de São Paulo
Caro Sr. Carlos Eduardo Lins da Silva:
Sou leitor diário da Folha de São Paulo há exatos 27 anos. Apesar da campanha explícita do jornal em favor de um dos candidatos à Presidência em 2006, da transformação da “Ilustrada” em caderno de fofocas e futilidades e da incrível proeza do suplemento “Mais!”, de ser ao mesmo tempo irrelevante para especialistas e incompreensível para não-especialistas, continuo considerando a Folha o melhor jornal brasileiro.
No caso da cobertura das prisões de Daniel Dantas, o sr. reconhece, em sua coluna (para assinantes) deste domingo, que a maioria absoluta dos leitores que se manifestaram teceram críticas à cobertura do jornal. Pertenço a essa maioria. No entanto, o sr. atribui muitas das críticas à “guerra sectária de petistas e tucanos que envenena o ambiente social e político brasileiro”. É uma leitura possível. Mas ela é francamente contraditória com os seus próprios parágrafos seguintes.

Para o texto completo, aqui.



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GLOBAL WARMING



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terça-feira, 22 de julho de 2008

Será?



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Ataques de todos os lados...



















Pode haver fim após o fim? Acho que é até menos pesado que o post logo abaixo, mas nunca dá pra subestimar a babaquice americana...

"Presidential Material" é foda..

E o McCain então, nem se fala! Segundo o David Letterman, o slogan da campanha dele é:

"McCain - he is really old"



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Novamente, O FIM DO MUNDO




.....




.....





sem


comentários






AAAAAAAAAARRRRRRRRGHHHHHHHHH



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segunda-feira, 21 de julho de 2008

Não, não

Este blog não morreu.

Estivemos fora do ar devido a férias, mudanças e Lua-de-Mel (de apenas um dos integrantes, bem entendido)

Normal service will soon be resumed.



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