terça-feira, 30 de agosto de 2016
Embalagens
das interpretações do golpe (ou não?)
"É uma espécie de 'golpe branco'. A elite detestava o Partido dos Trabalhadores e está usando esta oportunidade para se livrar do partido que ganhou as eleições. Não vão esperar pelas eleições, que provavelmente voltariam a perder, mas querem se livrar dele (PT), explorando uma recessão econômica, que é grave, e a maciça corrupção que foi exposta. Mas como até mesmo o New York Times apontou, Dilma Rousseff talvez seja a única liderança política que não roubou para se beneficiar. Ela está sendo acusada de manipulações no orçamento que são comuns em muitos países, tirando de um bolso e colocando em outro, o que talvez seja um malfeito de algum tipo, mas que certamente não justifica um impeachment. Temos a única líder que não roubou para enriquecer sendo impedida por uma gangue de ladrões que o fizeram. Isso de fato conta como um 'golpe soft'."
Lembro aqui que eu posso estar equivocado sobre as minhas conclusões. Tenho uma formação de origem naturalista, tendo migrado, posteriormente, para o terreno movediço das humanidades, portanto, meio diferente da maioria dos acadêmicos de formação puramente humanística. Sou um determinista. Pois bem, penso que "golpe soft" ou "golpe branco", utilizados por Chomsky, são os termos que melhor descrevem o movimento político que está em curso no Brasil.
Parte da esquerda tem rebolado junto com a direita, embora de forma mais elegante e prolixa, para explicar que o que acontece aqui não é um golpe.
Idelber Avelar compartilhou há pouco um texto de Marcus Fabiano Gonçalves, professor de direito na UFF, no qual o último explica que golpes de Estado, na definição de muitos autores clássicos, requerem uma tomada violenta do poder, ou, minimamente repentina. Aviso, o texto é bastante extenso, demanda muita disposição.
Gene Sharp e Noam Chomsky, explicam essa modalidade relativamente moderna do golpe, o chamado "golpe branco", no qual os agentes golpistas se utilizam do aparato legal e formalidades jurídicas para atingir o poder. O caso paraguaio é citado no texto justamente para expor as diferenças do que aconteceu por lá com a nossa versão da coisa:
Para Gonçalves (e Avelar, por adesão) o processo brasileiro não só não pode ser chamado de golpe no sentido clássico, mas não pode ser comparado a um golpe sob qualquer circunstância. A diferença do caso paraguaio para o nosso é o fato de que por lá os prazos para defesa foram extremamente exíguos e a motivação não teria sido um escândalo de corrupção, mas um pretexto moral (as crias de Lugo). Cabe ressaltar que os tais "golpes brancos" não são vinculados a um prazo específico ou à extensão e complexidade do processo. Pelo contrário, quanto maior a impressão de que os procedimentos foram seguidos à risca, melhor caracterizada fica a coisa. Neste sentido, penso que é justamente o golpe paraguaio que se situa na condição limítrofe dessa modalidade de ruptura democrática, é quase um golpe clássico. A coisa aqui foi cozida em fogo baixo, nossos rabos devidamente lubrificados, o discurso da mídia martelado à exaustão. Fomos vencidos, afinal, pelo cansaço, alienação e bundamolice, conforme ilustrou Laerte, de forma brilhante:
Gonçalves, ao contrário, utiliza o fato de que o procedimento foi conduzido lenta e cautelosamente para justificar sua adesão à tese de que "se o STF respalda o procedimento e existe previsão constitucional para impeachment não é golpe":
"Contudo, desde uma perspectiva constitucional, o processamento do impeachment – cujo rito vem sendo estritamente fixado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), com toda clareza e publicidade em sessões até transmitidas pela televisão –, não há nunca de ser chamado de 'golpe' e, muito menos, de “golpe de Estado”. Golpe de Estado é, isso sim, um atentado à ordem instituída caracterizado por um procedimento de tomada do poder rápido, vigoroso e perpetrado ao arrepio da lei e da Constituição, via de regra mercê do emprego da força militar coativa. Assim, é próprio à dinâmica do golpe de Estado um tipo de agilidade que, impondo surpresa aos seus adversários, cuida de se precaver contra eventuais resistências."
Puta merda, então precisa do elemento-surpresa. Novidade pra mim e pro Brasil, país no qual o último golpe reconhecido por todos foi arquitetado por 10 anos, coincidentemente gestado através de muita propaganda, apoio da mídia e setores conservadores da sociedade nacional. Sei lá, talvez só o finalzinho conte nessa regra, quando os militares pulam por detrás da cadeira do Jango e gritam "surpresa!".
Dilma, em uma de suas muitas respostas no senado, afirmou que em lugar nenhum na literatura política é dito que golpe de Estado = golpe militar. Não é verdade, há autores que dizem isso...trata-se, porém, de uma leitura anacrônica da realidade política: ou a conjuntura brasileira não comporta um novo golpe militar, ou (o que penso ser o mais provável), simplesmente os interessados optam pelo menor esforço, o golpe parlamentar.
Goste-se ou não de Dilma, é fato que as acusações contra ela não passam de um pretexto para devolver o poder no Brasil aos seus "donos" de fato.
O texto traz alguns elementos interessantes, que podem ser utilizados como justificativa para o raciocínio que pretende conduzir: o marketing político certamente busca o exagero em suas declarações. Não significa, em absoluto, que o processo atual se trate de uma construção de marquetagem...mas pra arrematar o argumento, o autor nos dá a origem da utilização do termo golpe no caso nacional: Paulo Henrique Amorim.
"O rumor do 'golpismo' provém da expressão 'Partido da Imprensa Golpista' (PIG), um vitupério cunhado em 2008 para se denegrir as grandes redes de mídia, das quais foram demitidos alguns jornalistas, desde então, e repentinamente, empenhados em interpretar seus afastamentos como autênticas perseguições ideológicas."
Certo...foi porque PHA criou este vitupério (quer dizer insulto, eu olhei) à grande mídia brasileira, que os néscios da esquerda toda - incluindo Chomsky e Zizek, unidos num só coração - chamam a coisa de golpe. Honestamente, no momento atual não tenho um pingo de paciência pra essa intelectualidade cínica e vaidosa de setores da intelligentsia da esquerda. Serve pra bosta nenhuma.Quem se dispuser a ler o texto me diga depois em qual tipo de discurso reside a exclusividade da retórica política. Enquanto se discute se é permitido chamar a coisa de golpe ou não (como se qualquer coisa dependesse de suas iluminadas cabeças), o golpe é consumado.
Parabéns pelo vocabulário e pela inutilidade.
sexta-feira, 26 de agosto de 2016
Cadernos Paternos II: Anatomia
Lembro de um livro de uma tal velha COLEÇÃO PRISMA sobre corpo humano, que mostrava o crescimento deste e como as proporções corporais variavam muito. Nesse livro e na maioria das imagens que vi, o foco recai sobre a cabeça: sua proporção em relação ao total do corpo é o que mais drasticamente se transforma. No livro velho e vários outros lugares, eles tinham uma forma meio grotesca de mostrar que que a relação cabeça/corpo de um nenê é muitíssimo maior que a mesma relação em um adulto: desenhar um fetão gigante.
(o desenho do livro que vi era ainda mais feito que esse!)
Forma-se nessas imagens um lugar comum de que a cabeça seria aquilo que tem o tamanho "inicial" (recém-nascido) mais parecido com o 'final' (adulto).
De fato, somos seres que nascem cabeçudos. É fácil verificar isso de forma pungente, por exemplo, vendo que o braço de meu filho recém-nascido esticado ao máximo para cima quase não ultrapassava a altura de sua massiva cabeça (tenho fotos para provar).
(Aliás, fiquei uns meses encanado sobre se meu filho não tinha algum problema. Pesquisei na web sobre hidrocefalia e etc. Não havia nada, apenas mais um braquicéfalo arruivado como o pai, e só.)
Há mais do que isso: no lugar-comum científico, nosso cabeção é simbolicamente importante. Somos homo sapiens, somos pensantes, temos o cérebro mais foderoso da natureza conhecida e etc. etc.
Mas então comprova-se? A cabeça é o que menos cresce, o que proporcionalmente já nasce mais próximo do tamanho final?
Bom, ser pai de um menino me mostrou que não. Nenhum livro me preparou, por exemplo, para o tamanho do SACO ESCROTAL de um bebê de poucos meses. Juro: tem horas que parecia não ser muito menor que o de um adulto.
(há uma breve menção a esse fato em 'O Pêndulo de Foucault', do Umberto Eco, com fim narrativo meramente meigo/cômico)
Mas, sim, crianças: embora só vá funcionar de verdade vários anos depois, em termos de tamanho o SACO parece ser a parte do corpo humano (masculino) que mais nasce tal como fica.
Somos bichos escrotos.
(ao menos nós, homens)
segunda-feira, 15 de agosto de 2016
Cadernos Paternos I: fascínio / responsa
Mas ter um filho obviamente te deixa mais consciente e mais fascinado, tanto por ele quanto por outros em geral.
(Ou não; vou falar só por mim aqui.)
Quando começamos a falar do quão fascinantes são as miudezas dos filhos, alguns podem pensar: "bem, é teu filho, tudo que vir a fazer parecer-te-á lindo."
É um argumento razoável, mas eu gostaria de propor uma opção contrária: ter um filho meu é que é a única e intransferível chance de realmente prestar atenção em um bebê, em uma criança pequena; de presenciar de fato a absurda, visceral e banal maravilha de seu desenvolvimento, com um olhar que não é o do mero diletantismo, que não é o olhar daquele interesse sincero, simpático mas diáfano que devotamos àquilo que não é de nossa responsabilidade.
Quando eu falo re RESPONSABILIDADE, por sua vez, há que se ter em vista que há vários tipos. Pode-se falar, de início, daquela compartilhada com os seres humanos em geral: a responsabilidade para com aquilo que amamos. Em seguida, há aquela compartilhada por todos os "criadores", adotivos ou sanguíneos, da mesma espécie ou interespécies (ou interreinos, se contarmos os cuidadores de plantas), que é a responsabilidade para com as coisas que dependem de nós para viver e se desenvolver. E, por último, há aquela responsabilidade agravante, mais filosófica e narcísica talvez, que se cumula sobre as outras e que é exclusiva dos pais genitores, e que todo amor dos pais adotivos (que são muitas vezes os único dignos do título) não pode adquirir: a responsabilidade de algo que só EXISTE por sua causa. Mais do que apenas afetado por você (como ele é ao ser educado), seu filho genético é literalmente um EFEITO seu. Não sei se o termo "responsabilidade" dá conta do que está envolvido aqui.
domingo, 24 de julho de 2016
Maleducado
I.
1. Mais do que um conjunto de instituições e práticas, a Educação é um pacto social.
2. Os termos desse pacto têm estado em disputa e transformação desde que o pacto foi configurado -- ou seja, desde o estabelecimento do que chamamos de era moderna (que também estipulou, entre outras coisas, a idéia de "infância" e a idéia absolutamente revolucionária de igualdade, liberdade e direitos universais dos seres humanos)
3. Esses termos -- e talvez o próprio pacto -- encontram-se em profunda crise de paradigma no mundo contemporâneo.
4. Aqui na Terra Papagali esse problema geral é muito agravado, pois esse pacto (entre outros pactos da modernidade) nunca foi implementado a contento -- by coincidence or by design.
II.
Em 1979, ainda no rescaldo da revolta sessentista contra o que Michel Foucault chamava de "sociedade disciplinar", Roger Waters escreveu para o álbum 'Pink Floyd: The Wall' uma música tematizando a revolta infanto-juvenil que nutriu o Rock, dizendo "We don't need no Education" (já brandindo irônica e desafiadoramente um duplo negativo, gramaticalmente errado, na cara do opressivo sistema educacional inglês do pós-guerra).
O tempo passou, e Waters veria que quisera matar amanhã o velhote inimigo que morrera ontem. Ao fazer o show comemorativo de trinta anos de The Wall no Brasil, ele cantou "All we need is education". Pois é: diante do perigo da absoluta anomia e do processamento mercantil infrassubjetivo de nossa sociedade, nossos brados tornaram-se mais conservadores: à luz pós-moderna do que Foucault chamaria de "sociedade de controle", a "sociedade disciplinar" da modernidade revela ter ainda algumas lições preciosas.
Qual educação, contudo?
III.
Sempre me incomodou o truísmo "mais escolas, menos presídios". Como se a educação fosse cura automática para a criminalidade. Me incomoda não exatamente por ser mentiroso; mas porque, colocado assim, dado de barato, é algo simplificador e, assim, frágil e falacioso.
Ficando no nível das simplificações, é fácil de contrargumentar de forma igualmente falaciosa que a correlação é falsa porque, mesmo com todas as suas deficiências, o ensino nunca foi tão universalizado no país; e, ainda assim, a violência e criminalidade entre jovens permanecem chocantes e galopantes.
Não vou me alongar na disputa de falácias. É óbvio que há correlações macro-sociais entre quantidade/qualidade da instrução e os níveis de criminalidade. E é óbvio que essa correlação é muito mais complexa, sutil e dependente de uma miríade de outros fatores sociais. Mais escolas, por si só, não são menos presídios. Infelizmente.
Porque, novamente: de qual educação estamos falando mesmo?
Educação cada um na sua baia, educação para a corrida de cavalo em que somos montaria e o dinheiro e lucro da aposta é de outros? "Educação para a morte", ou melhor, para conseguir mais dim-dim e comprar coisinhas como a big fucking telly e viver feliz e ungido na sala de jantar esperando o dia de morrer?
Educação para elite, educação para o sou-melhor-que-o-resto, para o smartass contest, para o autoinvestimento narcisista seja do intelecto ou do "sucesso"?
O mecanismo de reprodução de uma sociedade doentia e autofágica é ele em si doentio e autofágico?
sexta-feira, 13 de maio de 2016
Brazil, 2016*
quinta-feira, 5 de maio de 2016
Cunha afastado
O afastamento de Cunha é motivo de alegria, sim. Apesar da descrença geral por parte da esquerda, eu sempre achei que Cunha não se sustentaria. Os poderes que controlam o processo do impeachment não são exclusivamente políticos, mas de "poder puro": tratam-se de forças que emanam do poder econômico, midiático.
A grande mídia, a partir de um certo ponto, já não poupava Cunha, pelo contrário: sua presença era incômoda, porque, de certa forma, confere ao processo a sua aparência real, ou seja, de ilegitimidade.
Cunha deixou de ser relevante assim que deixou de controlar o processo. Neste sentido, a decisão de Teori é boa, vai além do que se imaginava, em princípio (afastamento da presidência da Câmara, apenas), mas veio tarde. Cunha conseguiu conduzir tudo o processo do impeachment sem ser incomodado. Resta saber se o plenário do STF confirmará a decisão - acredito que sim.
Enfim, de alguma maneira, o afastamento de Cunha "justifica" o impeachment de Dilma. Será lido, pela direita, como uma vitória sua, como se de fato conseguíssemos extirpar todos os que delinquiram - mega power trip.
Cunha simplesmente perdeu relevância. Outros perderão em seguida: Moro tá pra sair de cena, aguardando somente a decisão sobre Lula. Depois disso, aí sim, a coisa estará completa e podemos esquecer lava-jato ou qualquer investigação que possa prejudicar o núcleo duro da corrupção brasileira (exceto PT). Sobrarão migalhas, peixes pequenos que virão de vez em quando, pra lembrar à família brasileira que "somos um país sério".
De qualquer forma, a sensação de ver Cunha afastado é aquela de ter cagado algo que nos fazia muito mal.
domingo, 1 de maio de 2016
Serra no Itamaraty
Fico aqui pensando no significado político dessa nomeação: o objetivo é acomodar o PSDB, além de uma série de outros partidos que deram sustentação ao golpe da dupla Temer/Cunha. Abrir mão de um diplomata de carreira para alojar um político também revela que ou Temer não está muito preocupado com os rumos das relações internacionais do país, ou que a função de negociação com o exterior cabe mesmo a um representante do mercado, e não a alguém que represente, de fato, o Estado brasileiro. Serra cabe bem no último papel. A renegociação da partilha do pré-sal evidencia o que Serra já disse antes, em telegrama revelado pelo Wikileaks:
"Deixa esses caras [do PT] fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava... E nós mudaremos de volta"
É sabido que o modelo que obriga a Petrobrás se mostrou complicado para a empresa, uma vez que a mesma não tinha capacidade de investimento para explorar em todas as áreas - o golpe fatal sendo a queda do preço do petróleo, que agora se encontra abaixo do custo de exploração do pré-sal. O valor da empresa caiu de US$380 bilhões em 2010 para 149 bilhões no dia 26/04/2016. No entanto, é importante lembrar que em 2002 a empresa se encontrava estagnada, com valor de mercado de US$15,8 bilhões (9,4 vezes menor que o nível atual). Enfim, vamos ver qual será o efeito Serra.
Celso Lafer, no governo FHC, que ocupou o cargo por 702 dias, entre 29/01/2001 a 01/014/2003.
Aliás, da redemocratização até o fim do governo FHC, tivemos 7 ministros (sem contar dois interinos, que somados, ocuparam o cargo por 78 dias), . Sabem quantos desses eram diplomatas?
Dois: Luiz Felipe Lampreia (FHC) e Celso Amorim (Itamar).
De 15/03/1985 a 20/5/1993 não passou um único diplomata pela chefia do Itamaraty, ou seja, todo o período Sarney e Collor, embora tenhamos tido até banqueiro (Olavo Setúbal).
Itamar ocupou a presidência por 821 dias na presidência, dos quais em 591 (71,9%) tivemos um diplomata como chanceler.
O governo FHC começa com um diplomata de carreira no Itamaraty, Luiz Felipe Lampreia, que ocupou o cargo por 2.203 dias, seguido por um interino, Luiz Felipe de Seixas Corrêa, também diplomata, o que totaliza 75,9% dos 2.922 dias de FHC no poder.
sexta-feira, 29 de abril de 2016
Medo das pessoas
Sei lá, tenho medo. Medo das pessoas.
sexta-feira, 22 de abril de 2016
O palhaço triste
Tem sim senhor!
Hoje tem marmelada?
Tem sim senhor!
Para acompanhar no facebook, clique aqui.
quinta-feira, 21 de abril de 2016
Ano X - Wilbor, o Tiradentes Zumbi
O problema, porém, é que um "blog" é nosso de uma maneira que nossa timeline do Facebook nunca foi ou será."
Folha de S. Paulo: contraeditorial (21/04/2016)
quarta-feira, 20 de abril de 2016
Censura
Essa foto certamente entrará para a galeria das imagens mais escrotas da história do Brasil.
Esse receio em relação à própria imagem (porque, como vimos na câmara, esse povo tá cagando pra imagem do país) é equivalente a um marido que, após espancar a mulher, fica com medo que ela relate o acontecido à imprensa, porque pega mal ficar conhecido como "aquele cara que bate na mulher".
Temer, é LÓGICO que pega suuuuper mal a imagem de golpista, de um vice que conspira contra a presidente. Deixo a dica: evita-se esse tipo de coisa respeitando o estado Democrático de Direito, é simples.
Agora, como eu já disse antes, a estratégia de impedir a presidente de viajar à Nova York e denunciar, na ONU, aquilo que toda a imprensa internacional já entendeu é enfiar as patas traseiras pelas dianteiras. Pra quem não quer parecer golpista, censurar a fala da presidente no órgão máximo da política internacional é o ápice da burrice.
É só.
terça-feira, 19 de abril de 2016
Um novo tempo
O país tá bem melhor. Na manhã seguinte ao impítiman, o Ibirapuera estava assim. Obrigado pela lucidez, agora a gente tira o Temer, o Cunha, o Renan, os 16 governadores e milhares de prefeitos que pedalaram, os 300 e tantos parlamentares com pendências jurídicas e consegue um pedido de desculpas do Bolsonaro, né?
Me avisem quando.














