Produções Wilbor

Mostrando postagens com marcador fotografia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador fotografia. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 2 de setembro de 2022

Fabricando imagens: prompt-crafting no Midjourney

Vou começar a falar de “AI generated art” fora de ordem. Há um outro post no qual estou trabalhando que deveria aparecer antes e que trata de questões mais elementares e interessantes, mas acabei terminando este aqui antes.


Há muita discussão a respeito do status destas ferramentas como sendo arte ou não. Isso fica para um outro momento e acho que ainda vou amadurecer o que penso sobre o tema, possivelmente a partir de uma conversa que pretendo ter com o meu co-blogger em breve. Mas quero pontuar um aspecto aqui: gerar imagens bonitas nessas ferramentas é fácil. Gerar o que se pretende gerar, é muito difícil. Dá trabalho e ninguém sabe muito bem ainda qual é a melhor forma de explicar, para um robô treinado para compreender linguagem natural, o que nós queremos dizer. Aí entra a “arte” do prompt-crafting. É mais um trabalho de direção artística e evolução memética do que qualquer outra coisa. Vamos para um  exemplo prático:

Ontem comecei a tentar criar versões humanas de personagens de anime. Comecei por alguns de Demon Slayer, cheguei em resultados muito bonitos, mas que não remetem muito aos personagens - parecem mais releituras de figurinos de ópera, tipo, esse cara 'simboliza' o Inosuke".

 



Resolvi tentar algo mais simples, algum personagem com visual mais limpo e de fácil descrição: passei a tentar um Inu Yasha. É um garoto com orelhas de lobo, cabelos muito compridos, vestimentas de sacerdotisas Miko e kimono vermelho, olhos amarelos.




Fazer com que o Midjouney (MJ) produza imagens de personagens conhecidos é relativamente fácil. Eu consegui, rapidamente, produzir uma série de Dilmas como Wonder Woman, bonequinhos em miniatura do Lula:

 



Bom, fui para o início óbvio: tentar fazer com que o MJ gerasse um retrato do Ina Yasha tilizando parâmetros de outros trabalhos meus e pronto. Comecei descrevendo assim:

"Portrait of Inu Yasha, very intricate costume, hyper detailed, serious stare, lifelike, Atmospheric, 600mm lens, Sony Alpha α7, epic, dramatic, cinematic lighting, ray tracing, high contrast, 8k, photo realistic, character design".

Como eu brinquei de fotografia por bastante tempo, sei que lentes de 600mm não utilizadas para retratos, mas são residuais de uma outra série de imagens que fiz, de close-up portraits. Prompt-crafting funciona assim, a gente vai mantendo o que deu certo. Cheguei nesta imagem aqui:




 Achei o resultado legal, mas não se parece em nada com o que eu pretendia. Mudei o prompt para algo que descrevesse melhor o personagem, já que o MJ claramente não sabia o que era um Inu Yasha:

“Portrait of a young boy with yellow eyes, very long white hair and white wolf ears, dressed as japanese miko priestress, Inu Yasha, hyperrealist, hyper detailed, serious stare, lifelike, Atmospheric, 600mm lens, Sony Alpha α7, epic, dramatic, cinematic lighting, ray tracing, high contrast, 8k, photo realistic, character design"

Notem que, ao invés de mencionar o personagem, eu o descrevi fisicamente e retirei a complexidade do figurino, já que o personagem não é assim. Mencionei o nome, como referência adicional porque “vai que”. Um dos segredos da coisa é enfatizar aspectos que se queira forçar na imagem. Também deixei claro que se trata de um garoto, não de uma menina. Resultado:

 



 

O figurino ficou aceitável, as orelhas estão lá, cabelos e tudo, mas ainda é uma menina. Mudei o prompt para "young man" ao invés de "young boy" e rodei o MJ algumas vezes, cheguei em alguns resultados, uns melhores e outros melhores.

 

 


Uma das questões, imagino, é que rostos de personagens masculinos de mangá são muito femininos. Mudei pra "Man" e cheguei num resultado razoável, mas agora muito butch.

 



Decidi retornar ao "young man", o MJ haveria de, eventualmente, me devolver um resultado melhor. Passei a reforçar que queria um Inu Yasha passando a citá-lo também a partir de uma imagem de referência (coisa que não é possível no modo "testp"). Antes de me acusarem de trapaça, saibam que o máximo que dá pra fazer, a partir de uma referência, é dar a ela peso equivalente a todo o resto do prompt, de maneira que a descrição e refinamento descritico continuam sendo fundamentais.Decidi abandonar o test mode recomendado para fotorrealismo, (testp) e passei a receber os resultados em grades de quatro. Não demorou muito pra conseguir a resultados com os quais eu achei que dava pra trabalhar:

 



A partir daí, gerei versões e fiz o upscaling de algumas delas:



 


Essa última tá bem legal, né? Faltam as orelhas. Fui gerando variações e upscales e e cheguei na que considereio a mais bonita do conjnto todo - embora não o mais próximo do resultado pretendido:



O garoto tá lindíssimo, as orelhas parecem muito naturais, as roupas, quase lá. Já havia me dado por satisfeito quando tentei um último movimento: o botão "remaster". Esse é um gamble, póde melhorar ou piorar  imagem. Funciona assim: a IA joga a imagem gerada e o prompt como seeds para um novo upscale, só qe  no modo "creative". Esse modo em princípio só funciona dentro do "testp". E aí eu dei "sorte":

 



Dá pra melhorar? Dá. Um photoshop e alguma ferramenta de pós-processamento resolvem facilmente a orelha humana que tá sobranado e alguma coisa que tá meio off nos olhos. Mas vou deixar isso pra mais tarde, o que interessa, agora, é o que o MJ gerou, que é a imagem acima. O prompt final foi o seguinte:

<https://s.mj.run/EEj6DQLp114> portrait of a young man with yellow eyes, very long white hair and white wolf ears, dressed in a japanese red kimono, Inu Yasha, hyperrealist, hyper detailed, serious stare, lifelike, Atmospheric, 600mm lens, Sony Alpha α7, epic, dramatic, cinematic lighting, ray tracing, high contrast, 8k, photo realistic, character design, --ar 9:16 --iw 1 --test --creative –upbeta

E aqui está a imagem final, após o photoshop e tratamento:





Sintam-se à vontade para pegar, alterar e melhorar, é assim que funciona. Há uma comunidade enorme de gente aprendendo e, ao mesmo tempo, ensinando o MJ a refinar os resultados. Eu levei 36 iterações de cabo a rabo pra chegar no resultado. As que eu mostrei aqui são as fndamentais.

Moral da história: não sei se AI Art é arte ou não. Como disse no começo do texto, gerar algo bonito e/ou interessante com AI é extremamente fácil. Conseguir um resultado específico demanda paciência, identificar o que o robô acha que você está dizendo, dirigir um processo de evolução artificial a partir de referências de outros trabalhos, descobrir como descrever o que se pretende atingir, aprender os parâmetros de funções e comandos possíveis, testar, testar e testar.

 

Enjoy!

 

 


quinta-feira, 23 de julho de 2009

"Olhares sobre o Espaço"

Geografia e Fotografia são duas de minhas maiores paixões. A Fotografia é uma forma de arte que tem uma relação muito próxima com a Geografia: ambas permitem que olhemos o mundo sob um ponto de vista diferenciado. Ao estudar o espaço, a Geografia lida não só com o mundo natural, mas com um mundo das coisas, um mundo de pessoas, um mundo que se relaciona diretamente com as ações humanas.


Esta exposição consiste em uma seleção de imagens que foram produzidas ao longo do curso de graduação em Geografia, em diversas viagens e trabalhos realizados em campo. Cada uma das imagens traz um pouco da história dos lugares visitados, através das relações do meio físico com os aspectos sociais, econômicos e culturais dos homens que apropriam e transformam os espaços.


A Geografia, ao nos ensinar essa forma especial de olhar a Terra, proporciona infinitas possibilidades de registrar esse mundo que se coloca diante de nós. As técnicas fotográficas, por sua vez, ajudam a compor, a organizar aquilo que vemos. Ao fotografar os espaços, devemos atentar para a utilização dessas técnicas...profundidade de campo, luz e sombras, composição geométrica dos objetos, utilização de contrastes e saturações mais ou menos fortes são fatores que influenciam na leitura e na comunicação das fotografias.


Dedico essa minha primeira exposição a todos aqueles que, de uma forma ou de outra, contribuíram conosco para a sua realização: meus pais, também geógrafos, que sem dúvida foram determinantes na escolha dessa carreira tão bonita; aos professores do curso, que contribuíram instigando e nos dando novas possibilidades de enxergar o planeta; e aos colegas, que compartilharam tantos momentos agradáveis nessas muitas viagens.

Olhares sobre o Espaço


Sintam-se convidados.

Pra quem não pode comparecer,basta clicar aqui!


Bookmark and Share

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Versão definitiva

Eu já apresentei uma versão anterior desta montagem. Já era uma versão cortada da montagem original de 3 fotos. Mas depois de uma série de edições e mudanças, esta é a versão que agora adorna minha casa num quadro de 60 x 40 cm...





Em prol da beleza, da unidade e do impacto, resolvi mandar a verdade fotográfica às favas e acrescentar coisas que não estavam na foto via photoshop (inclusive a tonalidade de verde).
A "queima" do negativo do filme é real -- em uma parte da borda da foto. (consegue ver qual é?)


Bookmark and Share

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Publicaram-me!

Saiu a revista "Jungle Trips", que é a revista de turismo ligada à "Jungle Drums Magazina", à qual já me referi aqui. Recebi hoje a revista, e pra ser honesto fiquei bastante feliz com as duas fotos publicadas.

capa jungle trips issue 4 2008 - 2009 red
capa da revista


canoa 2 red
foto da matéria "top 10 beaches in Brasil"


canoa 1 red
foto do índice da revista (essa saiu grandona, ocupando pouco mais de uma página)


Ter a minha escolhida para o índice entre as 9 fotos de diversas praias do Brasil me deixou feliz...muito bão pro ego!


Bookmark and Share

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Dívida antiga

Eu devo há anos um post "fotográfico" sobre minhas aventuras latinas de 2003... ainda virá. Mas, por agora, fica esta montagem que eu queria ter terminado há anos e só terminei a pouco.


Bookmark and Share

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Calor humano

Estive em Minas na última semana, numa das viagens da Geografia. Dessa vez visitamos Ouro Preto, Mariana, São João Del Rey, Tiradentes e Poços de Caldas.

Acho que entrei em mais igrejas do que tinha entrado antes em toda a minha vida. Acho que também deixei mais dinheiro nas igrejas do que tinha deixado em toda a minha vida...justificável, afinal, são as taxas de manutenção de um patrimônio histórico-cultural de valor incalculável.

Uma das coisas mais impressionantes que ouvi nessa viagem foram as histórias da escravidão naquela região. Os guias, invariavelmente negros, contavam várias histórias de como os escravos eram coagidos a trabalhar e não fugir - prisão e tortura dos pais ou filhos, armadilhas daquele tipo de pegar pé de urso, vários instrumentos de tortura, algemas, grilhões, pelourinhos...

Impressiona, porém, o fato de que as senzalas em Ouro Preto ficavam nos porões dos casarões. Explica-se: Ouro Preto é uma cidade serrana, com temperaturas amenas durante as noites/madrugadas. Os negros ficavam em grande quantidade nesses espaços diminutos, e o calor gerado pelos seus corpos acabava por aquecer os cômodos do casarão acima.

Essa, entre outras histórias, me fez repensar a questão da dívida histórica que o país tem com essa enorme parcela da população.

Nós a temos.

igrejas de Mariana 2

Igrejas em Mariana-MG. A quantidade de igrejas nessas cidades históricas de Minas é explicada pela competição entre as famílias ricas, que buscavam demonstrar sua pujança econômica construindo templos cada vez mais suntuosos e cheios de ouro. Bem no meio das duas, o pelourinho da cidade.


Bookmark and Share


auto-propaganda...

Não costumo fazer isso, mas resolvi usar de leve esse espaço para discutir um pouco do que eu tenho feito em fotografia...

Na semana passada eu fui convidado a publicar duas fotografias minhas numa revista editada por brasileiros na Inglaterra, a Jungle Drums Magazine. Faz muito bem pro ego, especialmente porque as minhas pretensões como fotógrafo são um tanto modestas. No ano que vem, provavelmente sai uma exposição minha no Museu da Bacia do Paraná - ainda não decidi se faço uma seleção das que eu julgo melhores ou se faço uma mostra das fotos tiradas nas viagens da geografia.

Aqui vão algumas que já estão escolhidas...como sempre, cliquem para vê-las num tamanho razoável.

a dura realidade 2

paisagem é aquilo que construímos com o olhar

boiada

proibido estacionar e parar

feitos de barro
Bookmark and Share


terça-feira, 22 de abril de 2008

Chuva de granizo quase destrói Maringá. Gabriel não vê.

Depois da infestação de gafanhotos e depois dos percevejos, Maringá foi atingida por uma chuva de gelo que durou 15 minutos.

Pra vocês terem uma noção, aqui em casa chegou a acum,ular 50 cm perto dos muros e uns 20 cm sobre a grama. Agora, tem uma placa de gelo sobre a grama que ainda não derreteu


























pela primeira vez no blog, plim-plim:



Enquanto isso, Gabriel estava na Pavan, em região não atingida pela tempestade, comendo uma bela picanha.



Bookmark and Share

sábado, 12 de janeiro de 2008

Saí para Cearar...volto assim que terminar

Caros amigos...a vida é difícil mesmo. Neste exato momento estou nas minhas difíceis férias no Ceará, visitando os lugares mais horrorosos possíveis, como Jericoacoara, Canoa Quebrada...

Assim que eu resolver essa parada volto a publicar com aquela frequância de sempre: de vez em quando.

Quem lê este blog sabe que a maior parte do que se escreve por aqui é produto da observação dos autores: esquisitices desse mundo, relações estranhas entre coisas simples...já aconteceu tanta coisa por aqui que daria um livrinho bem vagabundo, mas o álcool e a agenda lotada de compromissos tem me impedido até de pensar em postar algo.

Será corrigido. Logo. Mas agora não porque to saindo pra comer caranguejo.



Bookmark and Share

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Grande homenagem


Pra, como todo mundo, homenagear os 100 anos do velho arquiteto, coloco aqui em versão maior e sem gracinhas a foto já anteriormente publicada no blog...
A primeira imagem grandona do blog na versão .blogger!









Bookmark and Share

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Fazenda Maringá

No primeiro plano, a cerca...

no segundo, o pasto...

e lá embaixo, as residências dos donos.



De noite então...tudo iluminado, uma boniteza que só vendo!!

- É bonito à noite, mas não vem muito tarde que todo mundo trabalha de manhã e dorme cedo;
- Quer comer fora, vai pra outro lugar, meu amigo. Aqui a gente como em casa, como qualquer família de respeito.


Calma, patrícios, é brincadeira! Quem disse foi o Oráculo do Milênio.




Bookmark and Share





terça-feira, 15 de maio de 2007

agora güenta!


Eeeeeeeeeeeehheheh!!!! Mãozinha na cabeça aí malucô....rebola aí...eeeeeeeehhhhh....vâmu, vâmu...na cabeça não, vai baixando as calças aí......eeehhhheeeeheeehhh!! Sargento! Sargentô! Ah...coronel? Ô coronel, vai lá, vai lá, dá um tapão no pinto dele....isso!!!! eheheheheheh!!! Cê viu?? Aí malucô, vira aí, de costas agora.........cara, tô bebaço......vamo maluco, eu to mandando aqui, porra!!


Bookmark and Share


segunda-feira, 10 de outubro de 2005

DOS SOLES, SEÑOR




"Dos soles, senõr": foi o que ouvi após clicar a máquina, vendo junto a mão da menina estendida -- ela ainda na mesma pose orgulhosa. Foi quanto esta foto me custou.
Turismo é um negócio engraçado.