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sábado, 17 de julho de 2010

Gente Paulistana 1: duo Hodgkin & Giffoni

As outras que me perdoem, mas São Paulo e Rio de Janeiro são, sem a menor sombra de dúvida, as cidades culturalmente mais ricas do país.  São cidades enormes e cheias de microcosmos, antigas e modernas, que contam com uma enorme quantidade de equipamentos culturais.
Aproveitando o fato do Wilbor ser justamente um blog do eixo, vou iniciar uma série de postagens sem qualquer garantia de regularidade, divulgando trabalhos dessa gente interessante que a gente encontra pela cidade.  O video a seguir é do duo Hodgkin & Giffoni.  Conheci o Daniel Giffoni num bar de jazz, e esse video.



Pra quem quiser ouvir mais, aqui vai o link do myspace do duo.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Carácaish!!


Minha primeira enchente no Rio.
De carona com um amigo, quatro pessoas no carro recém comprado, passamos três horas no trânsito para não assistir uma peça na Gávea.

Tivemos que escolher entre seguir a rua Jardim Botânico (completamente parada) ou tentar descer pra uma paralela... descemos e demos com os burros n'água tão literalmente quanto o possível. Antes de passar uma hora e meia completamente parados a uns 700 metros do teatro, tivemos que atravessar umas correntezas de meter medo, com a água ultrapassando a altura dos pneus.

Mas, pelo que vi no ótimo vídeo abaixo, lá na Rua Jardim Botânico não estava melhor...


O curioso nesse divertido vídeo é que, uma semana antes, eu fui pela primeira vez no bar que aparece completamente alagado. Fui na hora certa. (a Cléo Pires estava lá, mas isso é outra história)

Enfim: agora eu sei melhor como um paulistano se sente.

Com um pequeno detalhe: foram só 2 horas e meia de chuva pra colocar o Rio de pernas pro ar.


terça-feira, 2 de março de 2010

Maringá, Maringá

Bom, esse é um post de despedida. Hoje, 02 de março de 2010, cheguei em São Paulo de forma definitiva. Minha família se mudou para Maringá no dia 22 de março de 1984. Isso dá quase 26 anos (descontando 1 ano morando nos EUA, quase 25 anos). Eu tinha pouco mais de 5 anos de idade, alguns amiguinhos de escola em São Paulo e um tio em Maringá. Acreditava que o ginásio do Chico Neto era um disco voador, convencido por um primo que até me levou à sala de comando - na verdade, as cabines de transmissão de rádio e TV.

Nossa mudança para Maringá foi positiva em muitos aspectos. Em São Paulo minha mãe trabalhava como pesquisadora na USP, cargo não estável e não tão bem pago. Em São Paulo, educação privada era coisa muito cara pro nosso orçamento, bem como todas as outras atividades estracurriculares, como karatê, natação, desenho, inglês, música...no Paraná tivemos opotunidade de conseguir tudo isso e mais um pouco.

Além disso, em Maringá estão ou estiveram praticamente todos os meus grandes amigos, que não foram poucos. Em Maringá fiz Engenharia, Direito e Geografia, em Maringá tomei minha primeira cerveja, e em Maringá beijei uma maringaense pela primeira vez. Em Maringá me tornei católico, e depois ateu.

Acho a cidade muito bonita, relativamente limpinha e com muito verde, o que é bom. Também tenho um orgulho bastante grande da Universidade daqui, acredito que vá se tornar, de fato, uma das grandes instituições de ensino superior do país. Acho que Maringá sem a UEM seria um lugar muito pior pra se viver, pouco diferenciada das outras cidades de médio porte que sobrevivem exclusivamente da agricultura.

Eu acho que a minha ida para São Paulo é bom presságio para a cidade. na minha vida, toda vez que eu saí de um lugar definitivamente os caras fazem mil e uma melhorias:

- Quando saí do Marista fizeram um puta Teatro e um Ginásio High-tech;

- Quando saí da Engenharia, os caras ganharam um bloco novo, com auditório e elevador;

- Agora que eu saí da Geografia, irão construir um novo bloco, que irá comportar os novos computadores que estão empilhados por falta de espaço.

Só do que eu sei, a cidade ganha esse ano um novo shopping, desses com muitos cinemas. Tá bom pra começar. Mas eu sinto que algo maior vem por aí, talvez construam um metrô mesmo, sei lá.

Por fim, gostaria de agradecer a todos os amigos que tornaram a minha vida aqui tão melhor...não cito por nome pra não deixar ninguém de fora. Muito obrigado!


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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Campanha: Maringá no Guinness

Certa vez, perguntei a um amigo argentino qual era a caracteristica brasileira que mais incomodava os hermanos. Ele não titubeou na resposta: a mania de grandeza.

Aqui no Paraná, por exemplo, todos sabemos que o Canyon de Guartelá é o sexto maior do mundo, que o país é o quinto em extensão territorial e que a Catedral de Maringá é o décimo maior monumento do mundo em altura. Eu sempre duvidei desse dado, e numa consulta rápida à wikipedia, constatei que a catedral é somente a 25a. igreja mais alta do mundo. A lista está aqui.

Essa caracteristica também foi notada por um amigo sueco, quando eu contava que Maringá era, supostamente, a terceira cidade mais arborizada do país. A frase dele é impagável: "Wow, brazilian really know their stats" (Nossa, os brasileiros realmente conhecem suas estatísticas).

De fato, quando não se é "o maior" ou o "segundo maior", não tem muito sentido ficar se gabando. Volto ao caso do Guartelá: qual é a importância de termos o sexto maior canyon do mundo? Especialmente quando o segundo maior canyon do mundo é infinitamente menor que o Grand Canyon.

Pensando nisso, pensei em uma maneira de promover a cidade de Maringá: ao invés de listarmos a catedral como a 25a. igreja mais alta do mundo (motivo de gozação dos habitantes de Ulm, na Alemanha - acima, à esquerda), poderíamos promover Maringá como a cidade que tem o MAIOR CONE PERFEITO DE CONCRETO DO MUNDO. Digo cone perfeito porque existem outras estruturas relativamente cônicas, como o Burj Khalifa Bin Zayid, o arranha-céu mais alto do mundo, com 828 metros de altura (aí do lado). Já cone perfeito, sou capaz de apostar meu dedinho que a nossa catedral seja a campeã.

Esse tipo de coisa é comum nos Estados Unidos, onde algumas cidadezinhas fazem fama por ser o "lar da maior qualquer coisa" do mundo, como a cidade de Jackson, Ohio, onde foi produzida a maior abóbora do mundo, com assombrosos 782 quilos!!

Vamos fazer do nosso cone um motivo de orgulho para a cidade. Cansei de ter a 25a. igreja.


P.S. Essa é a segunda chance de Maringá entrar no Guinness. A primeira já se encontra em tentativa. Para saber mais, clique aqui.

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sábado, 30 de janeiro de 2010

Exercício (14)




Pois é, fazia tempo.
Andei sem tempo (e sem disposição, pra ser sincero) nos últimos meses de 2009. Mas, em homenagem ao "Dia do Quadrinho Nacional", coloco meu primeiro "exercício" de 2010.


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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Em caso de guerra

Ontem levei muita sorte: o apagão de ontem à noite não afetou Maringá. Na hora do problema, eu estaa em sala de aula, e houve oscilações na luz. Desliguei o notebook correndo, pensando ser um problema localizado.

Ao chegar em casa, encontrei meu desktop funcionando direitinho, comecei a trabalhar sem olhar para qualquer notícia até que fui avisado, pela Milk do apagão geral.

Descobri que o problema atingiu, aparntemente, a estação de distribuição de Ivaiporã (depois de Maringá, que aparentemente não faz parte do sistema Itaipu, apesar da proximidade.

18 estados foram atingidos, entre eles Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas...provvelmente o Gabriel ficou sem luz, e o céu de São Paulo deve ter ficado mais bonito...

Agora, em caso de guerra...ITAIPU SE MOSTROU UM EXCELENTE ALVO!

Que coisa ter uma usina tão grande.






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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Small Town News

De vez em quando, passeio pela versão digital de "O Diário do Norte do Paraná", jornal de maior circulação da nossa linda cidade verde. Vou ao site na maior boa vontade, já que raramente assisto o telejornal local e a Folha de São Paulo, por alguma razão, não costuma dar muito destaque aos fatos no Norte Central Paranaense.

Pra não ser injusto, ainda que o jornal seja uma porcaria, mal escrito e feio; todo dia tem alguma coisa que mereça ser lida, pelo conteúdo factual. E geralmente tem coisa engraçada - algumas vezes pela falta de pauta do jornal, outra por falta de pauta na cidade, e ainda umas tantas outras por conta de erros grosseiros na informações, e outras, simplesmente, por se tratarem de "Small Town News".

"Small Town News" é um quadro do Letterman, no qual o apresentador lê notícias de diários de cidadezinhas americanas. Confesso que nem parei para tentar pensar em nome melhor para esse post.

Artista maringaense quer superar Van Gogh e entrar para o livro dos recordes (alguém sabia que Van Gogh era recordista mundial de alguma coisa?)


O auxiliar de circulação Balabunel Antunes (nome fictício) quer entrar para o Guiness, o livro dos recordes. Antunes não pretende realizar a conquista com alguma façanha bizarra, como tantas que figuram na célebre publicação

O que é um "auxiliar de circulação"? Uma artéria? Uma ciclovia? Não é melhor se dedicar a isso?

Artista autoditada, Antunes quer se tornar o detentor do recorde de artista com o maior número de autorretratos do mundo. O recorde atual pertence a um gênio da arte: Vincent van Gogh, com 42 autorretratos.

Antunes pretende desenhar cem autorretratos feitos com a técnica do grafite para colocar seu nome na próxima edição do livro e já mandou a proposta para o Guiness. “É um processo complicado e agora aguardo o retorno”, conta. Até agora, Antunes já fez 22 autorretratos e acredita que em dois meses termine os 78 restantes.

O cara teve a idéia de bater o recorde depois de fazer quantos? 22? 15? 1? O que o impediu de já ter feito os cem? Como serão os outros 78? Como serão os outros 21? Será que ele troca de camiseta? Será que ele vai desenhar a camiseta direito?

Além do autorretrato, Antunes faz pinturas em azulejo com os dedos, projetos de móveis, charges, cartuns e desenhos. Ele aprendeu todas as técnicas sozinho. “Desde os 12 anos que eu gosto de desenhar. Comecei a praticar sozinho, recebia algumas dicas, ia lendo e estudando. Acho que o mais difícil é ter a disciplina para fazer isso”, diz.

Ah, ele desenha desde os 12...e já fez 22! Temos que exigir que ele termine antes de 2016, para evitar que o seu recorde ofusque as Olimpíadas do Rio. Não sei se ele está pensando em fechar os cem com o melhor da série. Nesse caso, eu sugiro uma cômoda, com um autorretrato pintado a dedo.

Como artista plástico, Antunes acredita que ainda deve melhorar seu traço e deixar seu trabalho mais vendável. Em 2008, ele fez, no Shopping Maringá Park, uma exposição de suas pinturas em azulejo.

Ele acredita que deva melhorar seu traço.

“Isso me deu boa divulgação e pretendo voltar com força total no ano que vem com um trabalho em tela mais abstracionista e surrealista. Atualmente ,ainda estou produzindo no tempo livre que tenho do trabalho, mas o grande objetivo é sobreviver da arte”.

Ô judiação!


1) Parece um retrato falado. Ele podia viver disso, tipo, vai na praia e ao invés de oferecer caricatura, cobra para fazer um desenho dele próprio, a partir da descrição fornecida pelos clientes. Um moleque mais safado prega-lhe uma peça: "ah...tem um narigão...uma orelha maior que a outra...e desenha uma birruga aí!" Mas pra isso tem que ter capacidade de auto-humor, como o Jorge, do Blorge.

2) Se o Guinness aceitar isso como um recorde...seria muita sacanagem bater o recorde logo em seguida? Basta desenhar 101 autorretratos! Ele simplesmente não vai pensar em ter mais um de reserva...

3) Olhem bem para o desenho. Sou só eu, ou alguém mais acha que o rapaz faz uma auto-imagem muito positiva de si?


P.S. Espero, de verdade, que Balabunel não leia isso. O post é malvado, eu sei, mas, em minha defesa, eu jamais diria essas coisas na cara dele.


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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Brasil - o planeta dos macacos

Essa animação é excelente, o Tchê mandou pra mim recentemente. Aliás, as outras coisas desse cara também são ótimas.

A única coisa estranha é o fato de que a nossa população é toda feita de macacos...eu não acredito na má-fé do autor, mas que isso incomodou muita gente que comentou o vídeo no youtube.



A tempo: o povo brasileiro é capaz de preconceitos muito piores contra sua própria gente. E é consciente disso.


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Patativa do Assaré



O peixe


Tendo por berço o lago cristalino,
Folga o peixe, a nadar todo inocente,
Medo ou receio do porvir não sente,
Pois vive incauto do fatal destino.

Se na ponta de um fio longo e fino

A isca avista, ferra-a insconsciente,
Ficando o pobre peixe de repente,
Preso ao anzol do pescador ladino.

O camponês, também, do nosso Estado,
Ante a campanha eleitoral, coitado!
Daquele peixe tem a mesma sorte.

Antes do pleito, festa, riso e gosto,

Depois do pleito, imposto e mais imposto.
Pobre matuto do sertão do Norte!


____________________________________________

O Vaqueiro

Eu venho dêrne menino,
Dêrne munto pequenino,

Cumprindo o belo destino
Que me deu Nosso Senhô.
Eu nasci pra sê vaquêro,
Sou o mais feliz brasilêro,
Eu não invejo dinhêro,
Nem diproma de dotô.

Sei que o dotô tem riquêza,
É tratado com fineza,

Faz figura de grandeza,
Tem carta e tem anelão,
Tem casa branca jeitosa
E ôtas coisa preciosa;
Mas não goza o quanto goza
Um vaquêro do sertão.

Da minha vida eu me orgúio,
Levo a Jurema no embrúio
Gosto de ver o barúio

De barbatão a corrê,
Pedra nos casco rolando,
Gaios de pau estralando,
E o vaquêro atrás gritando,
Sem o perigo temê.

Criei-me neste serviço,
Gosto deste reboliço,
Boi pra mim não tem feitiço,
Mandinga nem catimbó.

Meu cavalo Capuêro,
Corredô, forte e ligêro,
Nunca respeita barsêro
De unha de gato ou cipó.

Tenho na vida um tesôro
Que vale mais de que ôro:

O meu liforme de côro,
Pernêra, chapéu, gibão.
Sou vaquêro destemido,
Dos fazendêro querido,
O meu grito é conhecido
Nos campo do meu sertão.

O pulo do meu cavalo
Nunca me causou abalo;
Eu nunca sofri um galo,

pois eu sei me desviá.
Travesso a grossa chapada,
Desço a medonha quebrada,
Na mais doida disparada,
Na pega do marruá.

Se o bicho brabo se acoa,

Não corro nem fico à tôa:
Comigo ninguém caçoa,
Não corro sem vê de quê.
É mêrmo por desaforo
Que eu dou de chapéu de côro
Na testa de quarqué tôro
Que não qué me obedecê.

Não dou carrêra perdida,
Conheço bem esta lida,
Eu vivo gozando a vida

Cheio de satisfação.
Já tou tão acostumado
Que trabaio e não me enfado,
Faço com gosto os mandado
Das fia do meu patrão.

Vivo do currá pro mato,
Sou correto e munto izato,
Por farta de zelo e trato
Nunca um bezerro morreu.
Se arguém me vê trabaiando,
A bezerrama curando,
Dá pra ficá maginando

Que o dono do gado é eu.

Eu não invejo riqueza
Nem posição, nem grandeza,
Nem a vida de fineza
Do povo da capitá.
Pra minha vida sê bela
Só basta não fartá nela
Bom cavalo, boa sela
E gado pr’eu campeá.


Somente uma coisa iziste,
Que ainda que teja triste
Meu coração não resiste
E pula de animação.
É uma viola magoada,
Bem chorosa e apaxonada,
Acompanhando a toada
Dum cantadô do sertão.

Tenho sagrado direito

De ficá bem satisfeito
Vendo a viola no peito
De quem toca e canta bem.
Dessas coisa sou herdêro,
Que o meu pai era vaquêro,
Foi um fino violêro
E era cantadô tombém.


Eu não sei tocá viola,
Mas seu toque me consola,
Verso de minha cachola
Nem que eu peleje não sai,
Nunca cantei um repente
Mas vivo munto contente,

Pois herdei perfeitamente
Um dos dote de meu pai.

O dote de sê vaquêro,
Resorvido marruêro,
Querido dos fazendêro
Do sertão do Ceará.
Não perciso maió gozo,
Sou sertanejo ditoso,
O meu aboio sodoso
Faz quem tem amô chorá.


____________________________________________


2009 - ano do centenário de nascimento desse gênio cearense da poesia oral


P.S. Eu conhecia muito pouco o Patativa. Tinha lido umas duas ou três coisinhas e conhecia o cara da estátua do Dragão do Mar, aqui em Fortaleza onde este blogueiro goza de suas justas e longas férias. A primeira poesia publicada aqui, eu vi num CD chamado "Viva Patativa", que é um belíssimo trabalho patrocinado pela Caixa...a segunda (assim como a primeira) me foi apresentada por um primo meu, esse sim conhecedor mais profundo do poeta.

Impressiona a compreensão que o cara tinha da realidade do sertanejo nordestino, o humor e politização dos textos.


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sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Ê Paraná!

Isso faz tempo, mas eu só tinha visto as fotos, não o vídeo.

Pra quem acha que o governador de um dos dos maiores produtores agrícolas do país deveria entender alguma coisa de agricultura essa é ótima...



"Isso aí é mamona, pô"

"Bom!"


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quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Antiamericanismo e a lei do WAR (sim, o da Grow)


Antiamericanismo é um preconceito como qualquer outro, só que está no seu auge. Em outros tempos, era natural pensar um monte de bobagens que ninguém questionava...era natural escravizar negros, natural que mulheres servissem de mesinha de centro, natural que homossexualismo fosse visto como doença.
Creio que o antiamericanismo é um sentimento provocado simplesmente pelo fato de que eles estão por cima. Proponho a reflexão sobre alguns temas:
“Se o Brasil fosse a maior economia do mundo, seríamos melhores para o mundo”
Será? O que indica que sim? O fato de que somos excelentes vizinhos para os hermanos latinos? Somos mesmo? Ao que me parece, o Brasil é visto pelos vizinhos como um país arrogante e imperialista...e isso muito antes de Hugo Chavéz, Evo Morales e Rafael Correa. Taí o Paraguai querendo renegociar Itaipu, a Argentina atravancando Doha...o que esses caras engolem, engolem porque podem ainda menos que a gente.
“Americanos são burros. Acham que Buenos Aires é a capital do Brasil”
Pois é, alguns muitos acham isso mesmo. E a gente sabe que Washington é a capital deles. Pergunto: alguém acha que notícias de Brasília são destaque nos EUA? Qual será a diferença do número de vezes que ouvimos falar em Washington e eles em Brasília? De qualquer forma, pense em um país que ocupe uma posição mais parecida com a nossa, ou seja, de menor destaque no cenário mundial:
1) Quantos brasileiros sabem qual é a capital da Austrália? Tenho certeza que de muita gente não tem a menor idéia, e de que muita gente acha que é Sidney. A Austrália é um país grandão no hemisfério sul.
2) Quantos brasileiros sabem qualquer coisa sobre a Índia? Um país grande, de população enorme e com uma economia mais ou menos do tamanho da nossa? Sabem qual é a capital?
Enfim, eu poderia passar o texto todo dando exemplos desse tipo. Os fatos são que nos EUA há menos analfabetos, o sistema público de educação é muito melhor (talvez pior que as melhores escolas particulares do Brasil), o ensino superior é MUITO melhor que o nosso, o nível de consciência política é muito maior que o nosso – mesmo entre os conservadores)...porque achar que o americano médio sabe menos que o brasileiro médio?
“A cultura americana é uma merda”
Discordo. Na minha opinião, na cultura americana tem muita merda. E tem muita coisa boa. Fazem música muito bem, cinema muito bem, quadrinhos muito bem, teatro muito bem, musicais como ninguém...
“ah, mas o cinema europeu é muito melhor”
Mas é menos massificado. O que a gente vê por aqui certamente é o filé mignon da produção européia...no seguinte sentido: para um filme europeu viajar o mundo, tem que ter algum sucesso por lá. Pode ser que a qualidade média seja melhor, mas por outro lado, temos que pensar no tamanho de Hollywood...é um lugar onde qualquer idiota com qualquer idéia e qualquer orçamento produz um filme. Se pudéssemos escolher os 20 melhores filmes americanos de cada ano talvez a impressão fosse outra.
“mas o cinema brasileiro é muito melhor”
É?
O que eu quero dizer com tudo isso: acho que esse sentimento de antiamericanismo, no fundo, esconde uma certa inveja. É como no WAR, aquele jogo da Grow...o cara que ta ganhando, de repente ta tomando tiro de tudo quanto é lado, e é um dos nossos, é amigo...quem ta ganhando não fez nada de mais, a não ser ter alguma sorte nos dados ou nos territórios de saída (e claro, alguma noção de estratégia).
Quem é rico no Brasil gosta de ostentar: carrões, jóias, roupas, penteados, cirurgias plásticas...e exatamente igual! Mesmo a nossa classe média tem um bom tanto disso...em cidades ricas e novas então...nem se fala!!
Isso não exime os EUA das críticas habituais, o governo é nefasto, as políticas internacionais são horríveis...mas o americano não tem culpa de ser alienado, da mesma forma que os meninos não tem culpa pelo crack que fumam. É uma questão de como a conjuntura das coisas se apresenta. Acontece que a crítica aos EUA tem proporções maiores porque eles SÃO maiores. Um peido do Bush faz um buraco maior na camada de ozônio que o do Lula, simples assim.
Enfim, não se trata de uma defesa dos EUA, sai de retro!!! É só uma reflexão sobre a hipocrisia de quem critica tudo aquilo que gosta pelo simples fato de que os caras estão melhor que a gente em praticamente tudo. Só isso.
Dá pra escrever um texto muito parecido sobre a birra Brasil x Argentina.
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domingo, 13 de janeiro de 2008

brasilidades

Já faz algum tempo que percebi que o afastamento sempre propicia pontos de vista interessantes acerca de tudo aquilo que nos parece normal em nossas vidas. Notei isso pela primeira vez de forma mais contundente quando estive nos EUA e passei a pensar no quanto algumas palavras em português não se parecem nada com o objeto que designam, uma que me chamava muito a atenção era a palavra "feijão"...não me preguntem porque, mas na época me soava estranho.

Muito tempo antes, ouvi pela primeira vez a expressão "cagando e andando", que uso bastante. Foi no TV Pirata, Cláudia Raia pintada de azul (não tenho certeza disso), com seis braços (disso eu tenho certeza), dizia:

"Eu sou a Deusa Caganda e Andanda" - como se fosse uma daquelas divindades hindus. Achei muita graça, embora àquela época não conhecesse a expressão.

Esses dias, estava explicando pra uns amigos da Suécia algumas expressões comuns no Brasil, e quando cheguei no "cagando e andando" os caras acharam muita graça. "Cagando e andando" realmente é o ápice do "não ligar". O sujeito está tão nem aí que sai andando e ainda caga um pouquinho. Ou bastante.

As risadas são pertinentes, é realmente muito engraçado.

Depois disso não consegui pensar em nenhuma expressão brasileira mais divertida, pictórica e exata.

Sugestões?



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sábado, 12 de janeiro de 2008

Saí para Cearar...volto assim que terminar

Caros amigos...a vida é difícil mesmo. Neste exato momento estou nas minhas difíceis férias no Ceará, visitando os lugares mais horrorosos possíveis, como Jericoacoara, Canoa Quebrada...

Assim que eu resolver essa parada volto a publicar com aquela frequância de sempre: de vez em quando.

Quem lê este blog sabe que a maior parte do que se escreve por aqui é produto da observação dos autores: esquisitices desse mundo, relações estranhas entre coisas simples...já aconteceu tanta coisa por aqui que daria um livrinho bem vagabundo, mas o álcool e a agenda lotada de compromissos tem me impedido até de pensar em postar algo.

Será corrigido. Logo. Mas agora não porque to saindo pra comer caranguejo.



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segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Você conhece o Paraná? (vol. 3)

CIANORTE, CAPITAL DO VESTUÁRIO*.




MARIALVA, CAPITAL DA UVA FINA.




-- piada obscura para arquitetos:


PARANÁ É "PATO".




*(1. É aí, em Cianorte, que eu trabalho como professor desde outubro de 2006.)

*(2. faz mais de um ano quero publicar esta imagem aqui!)

* (3. atenção ao detalhe arrepiante da foto: "um povo que descobriu sua vocação"...)





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quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Fazenda Maringá

No primeiro plano, a cerca...

no segundo, o pasto...

e lá embaixo, as residências dos donos.



De noite então...tudo iluminado, uma boniteza que só vendo!!

- É bonito à noite, mas não vem muito tarde que todo mundo trabalha de manhã e dorme cedo;
- Quer comer fora, vai pra outro lugar, meu amigo. Aqui a gente como em casa, como qualquer família de respeito.


Calma, patrícios, é brincadeira! Quem disse foi o Oráculo do Milênio.




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quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Raízes

Só dois videozinhos que eu achei há algum tempo, coisa inofensiva.


video 1: aprenda a comer sushi:




video 2: aprenda a fazer cocô:



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sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Cansados agora?

Sim, todos tem o direito de se manifestar.

Nem todos tem acesso aos meios para se manifestar.

Quem vive no mundo acadêmico sabe o quão difícil é levar as boas idéias que surgem nas universidades para fora das instituições. Quem vive nos movimentos sociais idem, tanto aqueles claramente no campo da esquerda, quanto aqueles apartidários, que lutam pela cidadania nesse país.

Uma coisa é certa: nesse país, as classes mais abastadas jamais foram caladas pela mídia, ou jamais deixaram de estar representadas nos conselhos editoriais dos principais veículos de comunicação do país.

Sim, todos tem o direito de se manifestar. Mas será que já não o fazem?

Cansaram.

Mas só agora?

A OAB-SP, o presidente da Phillips Brasil não se cansavam quando ACMs e Barbalhos presidiam o senado? Não foi cansativo o confisco das poupanças? Não é cansativo ver milhares morrendo nas estradas? Gente que não sabe ler? Privatizações esquisitas? Ou o buraco do metrô se São Paulo desabando?

O presidente da Phillips, Paulo Zottolo, disse que os ricos "não são menos brasileiros que os pobres". É um ponto de vista, depende do que é ser brasileiro. Se é no sentido de cobrar o governo, de ter acesso ao que o país tem de bom, só quem é brasileiro são os ricos. Aos pobres, resta o brasil da corrupção, das empregadas apanhando de boyzinhos, da mortalidade infantil.

Quem tem tempo e recursos para anunciar nos principais jornais e TVs do país que cansou, com campanha feita pelo Nizan Guanaes, não deve estar tão cansado assim. São todos iguais sim, pobres e ricos...mas os garis, pedreiros e operários desse país também cansam, só que precisam acordar cedo no dia seguinte, porque a jornada é de matar.

Mas pobres elites, essas nossas...além de ser obrigados a assistir tanta desgraça em suas telonas de plasma, ainda precisam conviver com esse complexo de inferioridade, não tem voz ativa nesse país.

Cansaram sim. Nos 45 minutos que leva pra ir do centro de São Paulo até o aeroporto de Cumbica.


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sábado, 14 de julho de 2007

Que Maravilha!!!

Pois é, fizemos uma campanha caríssima e elegemos o bendito Cristo Redentor uma das 7 maravilhas do mundo.

Nada contra a estátua. Monumentos tendem a nos deixar meio deslumbrados mesmo, mesmo sendo de um gosto extremamente questionável, mas como costuma dizer uma amiga minha: "gosto é que nem braço, tem gente que não tem".

Pode ser bom pro turismo no Brasil (pro Rio de Janeiro, pra ser mais específico), mas que foi injusto, isso foi.

Pra colocar o Cristo entre as 7 maravilhas do mundo, foram deixados de fora coisas como Stonehenge, os moai da Ilha de Páscoa, a Acropolis, o Kremlin, a Estátua da Liberdade e a Torre Eiffel. Estas duas últimas tão questionáveis quanto o Cristo...na minha pinião, aliás, a estátua de NY é muito mais bonita que o Cristo.

Essa votação pegou muito mal na Europa, e a campanha "Vote no Cristo" foi duramente criticada em outros países. Algumas autoridades brasileiras disseram que isso é inveja, embora ninguém tenha questionado a escolha da Muralha da China, Machu Picchu ou do Coliseu, portanto, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa...

Agora, a nova eleição mundial elegerá as 7 maravilhas naturais do mundo. Aí acho que temos chance de eleger honestamente as Cataratas do Iguaçu.


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