segunda-feira, 24 de março de 2008

Mainardi Connection

A idéia veio de uma conversa com o Marcel sobre o programa da GNT, lá pelas tantas ele soltou o "Mainardi Connection". Achei ótimo, porque dá pra entender o programa da seguinte forma:

Quatro renomados jornalistas radicados em Nova York entram em contato com o Rio de Janeiro para discutir assuntos relevantes com o Diogo Mainardi.

Taí o poster pra quem quiser baixar. O pessoal do Manhattan deve achar muito bacana a pose do Diogo nessa foto.

Eu assisto e gosto do programa.



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Bope: construindo um país melhor

Acho que não chega a ser surpreendente, já que nos últimos anos vimos muitos modismos bobos sair das telas ou do mundo das celebridades para fazer parte de um cotidiano temporal mas bastante revelador.

O mundo das grandes empresas tem se embrenhado cada vez mais no mundo da auto-ajuda, e nesse movimento todo gente como Bernardinho e Parreira se tornaram gurus de muita gente. Óbvio que as palestras motivacionais surtem efeitos em muita gente, especialmente em funcionários que trabalham com metas a atingir, como funcionários de bancos e seguradoras, que fazem parte de um grande staff e vêem a concorrência o tempo todo ao lado.

Li hoje, na Folha de S. Paulo, um artigo a respeito de um ex-comandante do Bope que vêm ganhando uma bela grana como palestrante motivacional. Fica uma lição pra quem pensa que o tipo de ação policial mostrado no filme "Tropa de Elite" não tem muita entrada no nosso "mundo real".

Pra deixar mais claro, selecionei alguns trechos do artigo:

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São 20h de uma quinta-feira, 28 de fevereiro, quando o "caveira 69", Paulo Storani, 45, ex-capitão do Bope (Batalhão de Operações Especiais), é anunciado à platéia. Um slide com a frase "Construindo uma Tropa de Elite" esclarece o motivo do improvável encontro de mundos: um ex-policial do grupo de operações especiais da Polícia Militar do Rio e vendedores de seguro. Sob aplausos, o palestrante entra na sala repleta e grita: "Caveira!". Storani, que está se convertendo em estrela do segmento motivacional, recebe de volta, em uníssono, a saudação, típica dos oficiais do batalhão.
(...)
Storani veste terno e gravata como sua platéia, mas fala e age como um líder do Bope, corporação onde trabalhou por três anos e que abandonou há dez. Depois de um rápido preâmbulo, o palestrante chega ao ponto: "Você é um operação especial ou é um convencional na sua atividade? O convencional é o invertebrado, é quem desmonta no primeiro tiro ou na primeira meta [de vendas]". Storani inflama a platéia com a terminologia usada pelos policiais no filme. "E quem não está satisfeito...", provoca ele. O público reage: "Pede pra sair!"
(...)
Por volta das 21h30, o "grand finale". Liderados pelo palestrante, todos gritam: "Eu sou caveira!"
(...)

Os mais empolgados levam os conceitos para dentro das empresas. "Quando alguém consegue bater a meta, faz no computador um bonequinho com a caveira do Bope e manda por e-mail", conta Patrícia Olivani, 36, gerente de vendas do Unibanco AIG. Gustavo Rosset, 33, diretor comercial da Rosset Têxtil, proprietária de marcas como a Valisère e Cia. Marítima, foi além: "Na empresa, a gente agora só se chama por número [como no filme]", afirma. Rosset conta que depois da palestra de Storani dois funcionários "pediram pra sair". "Um [pediu pra sair] três dias depois da palestra e outro 15 dias depois, porque viram que o bicho ia pegar", diz o diretor e herdeiro da Rosset Têxtil, maior grupo nacional em tecido de lycra, com 3.000 funcionários. O empresário mandou colocar, na sede da empresa, em São Paulo, banners pretos com a caveira do Bope e dizeres como "Missão dada é missão cumprida". "Temos que tirar as pessoas da zona de conforto", afirma Rosset.

Aí do lado:

Gustavo Rosset, diretor da Rosset Têxtil, com funcionários da empresa, uma das muitas que adotaram lemas do Bope, a tropa de elite da PM do Rio, como estratégia para motivar os empregados.

Nos banners: "Vá e vença" e Missão dada é missão cumprida".






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Bão...

Certamente o ex-capitão do Bope será o primeiro de uma (possivelmente pequena) leva de palestrantes motivacionais nessa linha. Não acredito que vá muito além dos 15 minutos de fama - e os 15 extras adquiridos junto com um estranhíssimo Urso de Ouro. De qualquer forma, é notório que o Tropa conseguiu uma penetração cultural relativamente grande. Eu, pessoalmente, achava que era coisa de orkut, onde os infâmes "pede pra sair" e "fanfarrões" se tornaram tão populares.

À época do lançamento do filme, provavelmente inspirado pelo Oráculo do Milênio, escrevi um textículo aqui nesse espaço intitulado "Gozando com Nascimento", falando justamente sobre essa coisa de sair satisfeito do cinema ao ver o Capitão resolver qualquer parada com as duas próprias mãos e uns saquinhos plásticos. Tudo muito simples, rápido e eficiente. O que vejo agora, é que a pagação de pau chegou a um extremo tamanho que tem gente achando legal ser um dos aspirantes a soldado do Bope. A excitação do rapaz lá em cima contando que "Na empresa, a gente agora só se chama por número" e "Um [pediu pra sair] três dias depois da palestra e outro 15 dias depois, porque viram que o bicho ia pegar" é ótima. Que legal Gustavo de 33 anos!

Claro, a vontade dos participantes do curso não é de serem humilhados por um ex-capitão do Bope (mas desconfio que para alguns o legal é isso mesmo, numa espécie de atração Disney bizarra..."nossa, o cara me fez comer vômito meu, vômito!"). O negócio é que esse tipo de humilhação obviamente constrói carácter. Ah sim, porque pra quem quer fazer de seus funcionários verdadeiros vencedores e máquinas à prova de erros e transgressões morais, há agora a possibilidade de contratar uma palestra motivacional nos moldes de treinamento do Bope, com direito a ser chamado de número, entrar na água e ser levemente humilhado por 20 horas. Custando a bagatela de R$3.250,00 por pesssoa.

Claro, integridade não tem preço.



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sábado, 22 de março de 2008

utilidade pública

O Gabriel deu corda dessa vez...agora, convenhamos, esse papa novo requer uma atenção maior de nossa parte, parece perigoso mesmo. Quem acompanha o Wilbor desde 2005 não vai encontrar qualquer menção ao João Paulo II, que tinha cara de velho bonzinho. Essa imagem aí do lado eu achei no Google, é uma das primeiras que aparecem quando se pesquisa imagens de "Bento XVI". O cara é muito querido mesmo. As outras primeiras fotos que aparecem são todas pavorosas. Acreditem: esse homem é um verdadeiro senhor das trevas. Como seguro morreu de velho, deixo aqui algumas dicas a quem quer se prevenir:

1. Mantenha fechadas todas as janelas em dias de lua nova, é quando ele geralmente ataca.

2. Pendure gaiolas com pintinhos perto das entradas, papas não suportam pintinhos.

3. Papas também não suportam fotos de crianças feias ou magrinhas, sempre tenha uma por perto.

4. Torça para que ele se transforme numa cobra. Jamais funciona.



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quarta-feira, 19 de março de 2008

Geralmente é o Marcelo




... mas depois de ver a foto na capa do último livro sobre o atual Papa, não resisti.
Não tem jeito não.





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segunda-feira, 17 de março de 2008

Mais do mesmo

Só porque eu já postei muito Laerte por aqui, pois não há expressão mais inadequada pra descrever o que o Laerte tem feito.




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Wilbor faz anos

Não, não é hoje.

Acabo de dar um pulinho lá no Wilbor Velho. O primeiro post é do dia 16 de Setembro de 2005, o que significa que ontem completamos exatos 2 anos e meio de blog. Num dia desses, conversando com o Gabriel, chegamos à conclusão de que realmente há pessoas que lêem o blog, embora jamais comentem. Sei disso porque tem gente que me diz, e no ano passado (pasmem!), fui reconhecido em Curitiba.

Wilbor, 2 anos e meio "__________" com você! ou pra você! (como era mesmo Gabriel?)

Acho que o aniversário merece uma retrospectiva...acho que devemos selecionar os melhores posts e deixá-los por cima...ou deixar um link ali do lado, como uma galeria.

Acho ainda que devido ao nosso regime de dedicação exclusiva a retrospectiva não sai. Acho que até setembro a gente esquece disso. Mas acho que a galeria é possível, quem sabe isso sai logo.

Apesar de tudo, hoje já dá pra apresentar o blog para estranhos sem a preocupação de postar coisa fresca logo, o arquivo já está grandinho, nos 11 meses de 2007 (mudamos pra blogger em fevereiro) foram 181 postagens, fora todo o arquivo do antigo. Isso aqui já é um patrimônio e certamente tem um lugar no coração deste que vos escreve. Imagino onde estaremos e 10 anos.

Obrigado aos leitores invisíveis e ao Gabriel, o outro leitor visível e companheiro de redação.



P.S. Calma, ninguém aqui está morrendo.





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pra não esquecer



Esse post do Gabriel aí embaixo me trouxe uma lembrança. Por mais que eu tente não usar este espaço para promover campanhas esquisitas, elas insistem em aparecer. O texto transcrito abaixo saiu na página de ciências do maior jornal do Brasil:
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BOA AÇÃO

Golfinho salva baleias de encalhe
DA ASSOCIATED PRESS
Um golfinho salvou duas baleias moribundas da morte por encalhe na Nova Zelândia, guiando-as em segurança para o mar, afirmaram testemunhas.
O ato do animal, uma fêmea da espécie nariz-de-garrafa apelidada Moko, deixou boquiabertas as pessoas que tentavam ontem resgatar as baleias e um especialista, que viram naquilo uma evidência da natureza "amigável" desses animais.
As baleias, dois cachalotes-pigmeus (aparentemente mãe e filhote), se desorientaram e encalharam numa praia a 500 km de Wellington, capital do país. Uma equipe de resgate tentou por mais de uma hora conduzi-las de volta ao mar, mas elas encalharam mais quatro vezes e se recusavam a voltar ao mar.
Foi quando Moko apareceu, aparentemente atraída pelos chamados de agonia das baleias. Metendo-se entre o grupo de resgate e os animais, ela fez com que as baleias nadassem em direção a um canal na saída da praia.
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Pra quem não se lembra, uma das primeiras campanhas promovidas aqui no WSR foi a de proteção desses peixes alados fantásticos. Aquela campanha rendeu ao blog o selo de "Blog Amigo dos Golfinhos".


No já distante 24 de novembro de 2004, a Folha publicou uma outra notinha sobre essas criaturas, e confesso que essa foi uma dessas coisas que mudaram a minha vida: de repente eu via a necessidade de interromper o meu estilo de vida não amigável aos golfinhos, começando por este blog. A notícia de 2004:

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Golfinho salva nadadores de um tubarão DA REUTERS

Um grupo de golfinhos protegeu nadadores de um tubarão na Nova Zelândia. Três salva-vidas e uma menina de 15 anos nadavam a cem metr
os da praia quando os golfinhos os cercaram. "Eles começaram a nos reunir, fazendo círculos", disse Rob Howes, um dos salva-vidas, que tentou se afastar e viu um tubarão branco de três metros, mas foi logo trazido de volta pelos golfinhos, segundo seu relato.


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As garantias assumidos pelo WSR e sua equipe para conquistar o selo "Blog Amigo dos Golfinhos":


1. Este blog não prejudica, de maneira nenhuma os golfinhos.
2. Este blog não utiliza redes de arasto ou traineiras para a pesca do atum.*
3. Os criadores desse blog não possuem roupas, ou acessórios pessoais feitos de partes de golfinhos.
4. Os criadores desse blog não tomam chá de genitálias de golfinhos para melhorar seu desempenho sexual - muito embora os benefícios trazidos chá de genitália dessas criaturas mágicas e boazinhas estejam relatados nos mais diversos estudos científicos.**
5. Os olhos secos de golfinho que por muitos anos decoraram a minha escrivaninha são na verdade olhos de cabritos.
*Não, nós não pescamos atum. Nem nas férias. Não, o que o Gabriel pesca são peixes-boi. **Segundo a medicina chinesa. Já viu algum chinês equivocado? E chinês brocha, já viu? E golfinho brocha???



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Designando



Coisa do google, a foto original não é minha, e certamente tinha um intuito muito diferente.
Mas as palavras e a idéia são minhas mesmo.
(Inglês pareceu encaixar melhor neste caso.)



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mais uma do Dahmer



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humor de direita



Vi isto num blog americano bem doentezinho, do tipo qualhado de charges-anti-árabes e McCain-não-é-opção-digna-dos-republicanos... mas esta imagem xenofoporquinha me pareceu genuinamente engraçada.

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sábado, 15 de março de 2008

Por que não consigo assistir V de Vingança

Ando sem tempo pra nada, e retorno a assunto velho.
Já critiquei o filme mais pormenorizadamente, num dos primeiros posts deste novo endereço do blog. Mas agora cheguei num resumo que acho que vale a pena deixar aqui.

Em resumo, não consigo ver o filme tranquilamente porque eles tiraram da obra original:
- a anarquia
- o sexo
- a revelação através da experiência psicodélica
... e acrescentaram:
- "democracia"
- “conflito de consciência” do terrorista
- Deus
Este último entrou tão de fininho que ficou esquisitíssimo.
Na hora de maior libertação pessoal, individual, humana, eles colocam Deus no meio sem motivo algum. “God is in the rain” my ass. Não parece nada com Alan Moore.
Como disse o Patch Adams, Hollywood não é um exagero, é um understatement.


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terça-feira, 11 de março de 2008

Globo for dummies, Globo for dumbers

Não quero perder a piada por excesso de preciosismo e essa mania de que tem coisas no humor funcionam melhor em inglês (o contrário também ocorre). O nome do post seria "Globo para idiotas, Globo para mais idiotas".

Me refiro ao conteúdo globo e ao conteúdo Globosat, especificamente Globonews.

Semana passado me atentei, pela primeira vez, à esquisitice que é o fato de que na Globonews dá pra assistir em sequência ao "Jornal das 10" e ao "Jornal da Globo" em sequência. Óbvio que o público dos canais é bastante distinto, mas não deixa de ser engraçado notar a diferença de tratamento dispensada aos telespectadores.

Jornal das 10:

O número 3 das Farc foi morto na Colômbia. Há indícios que indicam que o chefão tenha sido morto por um membro das próprias Farc.

Jornal da Globo:

Número 4 das Farc é morto por membros de sua força.

Jornal das 10:

Poder de compra do salário mínimo é o maior da história.

Jornal da Globo:

Com o aumento do salário mínimo, aposentados que recebem benefício acima do piso passam a ganhar menos em relação aos que ganham menos.


Não coloquei entre aspas porque não foi exatamente isso, mas o sentido muito provavelmente era este mesmo. Tá certo que no primeiro caso o Jornal da Globo, que entra no ar mais tarde talvez já tivesse a informação mais precisa, mas é óbvio que há um cuidado muito maior na forma de transmitir informação para o público do cabo.

No caso do salário mínimo...o princípio de várias políticas sociais é reduzir a diferença entre quem ganha menos e o resto da população. Não quero entrar no mérito da discussão, mas esse enfoque tão importante na Globo, que preparou muitos gráficos para demonstrar que a diferença caiu, além de entrevistas com velhinhos bravos (com razão) nem foi mencionado na Globonews.

Disso tudo, não sei o que é pior: a Globo, que não tem pudores para um público e se enche de dedos com outro; o público da Globonews, que acredita estar assistindo a um canal relativamente isento - e é, pero no mucho - mesmo sabendo que a Globo de fato não endossa essa posição mais light do público assinante, uma vez que a posição oficial provavelmente é aquela que a emissora decide impor ao grande público.

Não sei qual é a Globo dos "dummies" e a dos "dumbers"...mas tem diferença, isso tem!





obs.: coisa que tem o mesmo cheiro é entrevista de banqueiro no conta corrente discutindo lucros recordes e reclamando da ortodoxia econômica...

obs. 2: to assistindo uma reprise do Manhattan Connection...o Caio Blinder comentou alguma coisa, o Mainardi fez uma piadinha e o Caio retrucou com algum comentário sobre o "gibi" do Mainardi...rsrsrs!!! Uma graça esses dois!



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terça-feira, 4 de março de 2008

Suplicy

Em tempos de CPI dos cartões, Eduardo Suplicy foi o único senador que aceitou fornecer cópias das notas fiscais utilizadas para justificar os gastos com verbas indenizatórias. O pedido foi feito pela Folha de S. Paulo.

Na câmara, 13 deputados atenderam o pedido.

O senado, a partir desse mês divulga dados genéricoas a respeito da utilização das verbas indenizatórias, mas só dos gastos a partir desse mês, nada retroativo. Sabendo disso, em fevereiro apenas 2 dos senadores fizeram uso desse dinheiro.

Legal, né?



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células tronco

Amanhã, quarta-feira é o dia da decisão do STF a respeito da ação de inconstitucionalidade da lei de Biossegurança.

Se tudo correr bem, o STF decidirá a favor da utilização das células tronco embrionárias, tão importantes para a investigação científica que poderá nos levar à cura de várias doenças.

As pesquisas com células tronco são um passo irreversível da ciência, vários países já conduzem diversos estudos e até agora tudo indica que em breve teremos resultados promissores (já há alguns). Proibir esse tipo de pesquisa no Brasil é votar pelo atraso científica e tecnológico, além de condenar os nossos doentes a pagar muito mais caro pelos tratamentos genéticos, que chegarão aqui cedo ou tarde.

Não quero escrever demais sobre o assunto, já tem muito material espalhado pela mídia...só espero que os ministros do Supremo não cedam à pressão dos debilóides que são contra as pesquisas por conta de convicções pessoais, que não devem, de maneira alguma, ser estendida para o restante da sociedade.



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Moisés doidão

Benny Shanon, professor do Departamento de Psicologia Cognitiva da Universidade Hebraica de Jerusalém afirma que moisés estava sob o efeito de fortes alucinógenos quando desceu do Monte Sinai.


isso explica muita coisa...rsrsrs!!!



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sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

japonês é tudo igual!!!

Sou mestiço de mãe maranhense com pai japa, portanto nipo-descendente, mais especificamente um sansei, neto de imigrantes (viva os 100 anos!). Pois bem, tendo muitos tios, primos e morando em Maringá, uma das maiores colônias japonesas no Brasil (provavelmente no mundo), sempre achei que fosse capaz de distinguir japoneses dos coreanos e chineses.

Funcionava assim: chineses tem as feições mais delicadas e os olhos mais puxados, coreanos tem o rosto mais quadrado e japoneses são aqueles parecidos com meus parentes, amigos e parentes dos amigos. Isso tudo mesmo sabendo que meus parentes e amigos japoneses são bastante diferentes entre si.

Hoje, assistindo um trechinho de um programa da GNT sobre essas diferenças, fui parar num site "all look alike", onde há um teste com fotos de chineses, japoneses e coreanos, todos misturados. Resultado: acertei 6 de 18. A média é 7.

Para mim, a nova verdade é:

Japonês é tudo igual? Sim e além disso chineses, coreanos...é tudo japonês!


O site é divertido, tem vários outros testes. Um deles pede para identificar pratos dos três países. Eu que gosto de comida japonesa, chinesa, gosto de cozinhar e faço um sushi até que razoável consegui um resultado ainda mais pífio: 6 de 18.

No outro que eu fiz, para identificar a arquitetura tradicional dos mesmos países fui bem melhor: 10 de 18. E garanto que é tudo igual também, mas de arquitetura oriental eu manjo muito.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

o vazio

"Who would have guessed that when you remove Garfield from the Garfield comic strips, the result is an even better comic about schizophrenia, bipolor disorder, and the empty desperation of modern life? Friends, meet Jon Arbuckle. Let’s laugh and learn with him on a journey deep into the tortured mind of an isolated young everyman as he fights a losing battle against lonliness and methamphetamine addiction in a quiet American suburb."

Garfiel minus Garfield

Cara, essa página é bizarra. Vale a pena.



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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Nunca antes na história desse país...

Pra não deixar passar em branco:

Eu, o Gabriel e todo mundo que esteja vivo no Brasil nos dias de hoje passou a vida inteira ouvindo falar sobre a dívida externa brasileira. Até pouco tempo atrás, ainda no governo FHC, a esquerda da esquerda ainda falava em moratória. Lembro até de samba-enredo falando do monstro. Quem já tinha idade para entender telejornais na época do Sarney certamente lembra que a dívida externa era a grande vilã da economia nacional, responsável desde inflação que chegou nos 80% mensais até ao número mais elevado de ataques cardíacos.

Honestamente, eu não imaginava ver o Brasil na posição em que se encontra hoje, a de credor internacional.

Agora, passado o problema da dívida externa (hip, hip hurra!!! sinceramente!), o feito é enarado pela imprensa nacional como um feito menor, decorrente exclusivamente da boa fase da economia mundial. O grande problema agora são os juros, a dívida interna (que lembremos, também existe há muito tempo), os aeroportos (tudo normal novamente), a falta de chuvas...

Quero lembrar que apesar do cenário externo favorável dos últimos anos é consequência não do crescimento das grandes potências, mas dos emergentes. E que estamos sim enfrentando uma grande turbulência, nada menos que uma séria ameaçaa de recessão não do México ou da Argentina, mas dos Estados Unidos. Como seria enfrentar essa crise há 10 anos, com uma dívida externa gigante, nenhuma confiança de investidores externos e resrevas internacionais de 30 bilhões de dólares?

Lula deve estar rindo sozinho (ou com uma fila de ministros fazendo top top top). Nunca antes na história desse país...



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Interessante

Há anos eu não viaa nada do Paulo Henrique Amorim. Aliás, acho que nunca antes tinha prestado muita atenção no que ele dizia, o cara era apenas mais um insosso apresentador de telejornais, cria da veja e da globo. Honestamente não sei o que ele realmente pensa, mas hoje recebi um e-mail de um amigo meu com uma referência ao site do Paulo, e para minha surpresa, é um festival de cacetadas na Globo, Veja e Estadão.

Não li muita coisa ainda, mas pra quem estiver curioso, aqui está o link:

CONVERSA AFIADA



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O PAC EXISTE E VAI DAR O QUE FALAR

Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas 966


Em nenhuma democracia séria do mundo,
jornais conservadores, de baixa qualidade
técnica e até sensacionalistas, e uma única
rede de televisão têm a importância que têm
no Brasil. Eles se transformaram num partido
político – o PIG, Partido da Imprensa Golpista.


. Estou no Complexo de Manguinhos, subúrbio do Rio, num posto móvel da Secretaria do Trabalho do Estado, estacionado na comunidade da Varginha.
. Entrevistei pessoas na fila para conseguir um emprego com salário entre R$ 600 e R$ 800 por mês nas obras do PAC.
. As filas se formaram desde segunda-feira e hoje mais de 14 mil pessoas se cadastraram.
. A relação de vagas para candidatos é de um para dez.
. Os que não conseguirem emprego direto nas obras do PAC estarão cadastrados automaticamente e poderão se candidatar a outras vagas no futuro.
. As obras do PAC se realizarão em Manguinhos, no Alemão, na Rocinha e no Pavão-Pavãozinho.
. 50% dos candidatos são mulheres.
. Mais de cem candidatos têm diploma universitário.
. A maioria dos que eu entrevistei é de empregados temporários, biscateiros, que querem usufruir dos benefícios da carteira assinada.
. O posto da Secretaria do Trabalho tem duas portas.
. A primeira é para o candidato se inscrever.
. A segunda é para tirar ou renovar a carteira de trabalho, porque o candidato precisa de carteira do trabalho, identidade e atestado de residência.
. Serão contratados com prioridade: as mulheres e os moradores da comunidade em que houver a obra.
. A principal obra de Manguinhos será a urbanização da favela.
. No Alemão, Rocinha e no Pavão-Pavãozinho, além da urbanização haverá uma ligação das favelas com o sistema de transporte da cidade, de preferência, o metrô.
. Muitos entrevistados dizem: "quero trabalhar no PAC", "preciso desse emprego no PAC", "se eu entrar para o PAC vou melhorar de vida".
. O PAC é, no Rio, uma possibilidade concreta de conseguir emprego e melhorar de vida.
. O PAC no Rio não é uma exposição em Power Point nem um conjunto de números que o Nei ou a Patrícia, que eu conheci aqui em Manguinhos, possa entender.
. O PAC já existe e daqui até 2010, quando as obras teoricamente se concluírem, vai dar o que falar.
Em tempo: o PIG de São Paulo não ignora o PAC. Espinafra o PAC. É o caso da Folha, que criou um PAC paralelo, o chamado "PAC-da-Folha", com números e obras diferentes daqueles do PAC (clique aqui). O PIG do Rio, ou seja, as Organizações (?) Globo trata o PAC com o tradicional intuito de boicotar o Rio. A Globo é contra o Rio. Tanto assim que desde quando começaram as filas para trabalhar no PAC a preocupação da Globo é demonstrar que a fila é composta de traficantes de cocaína. Mais ou menos como se 14 mil cariocas entrassem numa fila debaixo do sol, numa temperatura de 35 graus, para chegar no canteiro de obras e vender papelotes. É bom lembrar que o jornal O Globo trata o PAC com o emprego do verbo "emPACar". O Rio resiste à Globo.

Clique aqui para ler "Não Coma Gato por Lebre".




ESSE ÚLTIMO LINK VALE A PENA.




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